Tive um dia cheio ontem. Depois de uma viagem ao Rio, a trabalho, ainda tive forças para fazer uma caminhada/corrida noturna. Cheguei em casa às 23h, tomei um banho e, um pouco antes de dormir, sentei no sofá, para ver minha mãe zapear entre os canais.
Demos de cara com isso:
O vídeo acima apresenta a primeira parte do filme "Peter's friends" - em português, "Para o resto de nossas vidas" -, de Kenneth Branagh - 1992. Não consegui achar a versão legendada, logo, postei a original. Difícil entender aquele inglês britânico na conversa inicial, não? Tranquilo. Mesmo assim, aguente até 3:54. A música "Everybody wants to rule the world", da dupla Tears for Fears, embala uma sequência de imagens linda, com os acontecimentos mais marcantes/importantes entre os anos de 1982-1992. Eu me arrepiei vendo... E estou arrepiado agora, revendo o vídeo enquanto vou bolando esta postagem.
Ah, talvez não seja tudo isso. É bem provável que as imagens, aliadas à música, emocionem a mim por algum motivo que, inclusive, desconheço. Um saudosismo bobo de alguém que, apesar de não ter lembranças muito claras quanto ao começo da década de 80, se recorda bem do final da "década perdida" e do começo dos estranhos anos 90.
Não bastasse o começo da película, que acabou prendendo a minha atenção, o filme é um achado. Uma obra cinematográfica fácil, uma "quase comédia".
Eu disse "quase".
A história gira em torno de um grupo de amigos ingleses, todos, egressos da Universidade de Cambridge. Separados pelo próprio andamento da vida - sempre ela... -, eles têm uma nova chance de se reencontrar, 10 anos depois do último contato, que se deu em 1982. O convite parte de Peter que, ao herdar uma mega mansão de seu pai, acredita que já é hora de rever os grandes amigos, e escolhe a passagem de ano para reuní-los.
Um final de semana não vai mudar a vida de ninguém... Ao menos é o que parece.
Uma década depois, a amizade entre os personagens continua intacta. Gosto muito da cena em que eles chegam à mansão, e todos vão se abraçando, felizes e emocionados. Depois de devidamente instalados, eles começam a conversar... E aí, aparecem os complicadores. A passagem do tempo oferece soluções para muitas coisas, mas nessa bagagem estão inclusos problemas, medos, coisas por dizer, arrependimentos etc. É pegar ou largar, companheiro. Viver é foda, morrer é difícil, concorda? Eu pego. E vamos levando.
A partir desse momento, o filme torna-se tragicômico. Você ri de várias coisas, mas sabe que, no fundo, o assunto é sério. Ah, e ainda existe um segredo que só é revelado no final... Que por sinal, é bem bonito.
"Para o resto de nossas vidas" é um filme sobre amizade e sobre a dificuldade de lidar com o começo da vida adulta. Mais do que isso: é um pequeno tratado sobre a arte de rir e chorar com os amigos, por tudo o que a vida coloca na nossa frente.
Pegue um copo, junte a sua turma e faça um brinde.
Estamos vivos.
Por Hugo Oliveira
"There's a fear I keep so deep / Knew it name since before I could speak (...) If some night I don't come home / Please don't think I've left you alone"- Keep The Car Running, Arcade Fire
quinta-feira, 31 de março de 2011
quarta-feira, 30 de março de 2011
Discoteca Matinal Vol. 1
"Lights and music" - Cut Copy
"Crystal" - New Order
"Night by night" - Chromeo
"American boy" - Estelle
"21st century life" - Sam Sparro
"TiK toK" - Ke$ha
"Promiscuous" - Nelly Furtado
"4 minutes" - Madonna
"Groove is in the heart" - Deee-lite
Por Hugo Oliveira
segunda-feira, 28 de março de 2011
Feito água parada
Saiu de sua cabana e quedou estático mirando apatetado os flocos de neve. Afastou o capuz, abriu de leve a sobrecasaca, queria poder sentir a pele gelando. Seria o frio exterior pungente e tranquilo como o que alimentava sua alma?
Há quanto tempo não via um homem? Três, cinco anos? Ali, foragido, exilado, de que importava o tempo? O que isso significava?
Olhava em volta, tudo coberto pelo gelo. Uma rajada mais forte de um vento seco o fez regozijar-se de ainda possuir a capacidade de sentir, ainda que frio.
Em um fio de voz, balbuciou uma antiga canção de um de seus álbuns favoritos – Quanto daria para poder te ouvir, Joni! - Sentiu o peito apertado e sorriu ao imaginar suas possíveis lágrimas congelando em seu rosto. A aparição de um pensamento infantil foi como uma fugaz mornidão em meio ao frio constante.
Mas mesmo esta breve reflexão foi abafada abruptamente. Seu mandamento primeiro era não olhar para trás, para que não sentisse falta dos seus. E o vento que agora gelava sua garganta cismava de lhe trazer o passado, os motivos que o fizeram querer sumir.
Sentiu-se por um instante fragilizado. O vento, cada vez mais intenso, assemelhando-se ao mundo de outrora, parecia querer derrubar sua fortaleza feita de solidão.
Voltou então cambaleante, como se cada passo exigisse uma força muito além do seu alcance. Ao encontrar-se novamente em seu refúgio – tentativa mal sucedida de lar -, sentou em um canto, respirou fundo e fechou os olhos com força, acarinhando sua barba esbranquiçada, sabe-se lá se pela neve ou pelo tempo.
Por Ricardo Pereira
Domingo em preto e branco
Belezinha? Let’s go: o domingo por aqui foi dedicado ao cinema. Aos clássicos do cinema. Assisti a três películas em seguida. Todas de diretores famosos. A primeira é uma das grandes obras do neo-realismo italiano, “Ladrões de bicicleta”, de Vittorio De Sica – 1948. Numa Itália devastada pela 2ª Guerra Mundial, um pai de família, Ricci – interpretado pelo novato Lamberto Maggiorani –, acaba conseguindo o que muitos estão a procura: um emprego. Só tem um problema... Ele precisa de uma bicicleta para exercer sua nova função, de colador de cartazes. A mulher de Ricci, Maria – Lianella Carell –, coloca os lençóis da casa no penhor, para conseguir o dinheiro que vai patrocinar o meio de transporte. O final feliz poderia pintar a partir desse ponto, mas algo muito triste acontece. A bicicleta é roubada no primeiro dia de trabalho. O filme então se transforma numa busca desesperada pelo veículo, empregada pelo pai de família e por seu filho, Bruno – um moleque chamado Enzo Staiola, que deixa qualquer um emocionado apenas com olhar. Eles buscam pistas, conversam com possíveis suspeitos e até visitam uma vidente, na tentativa de encontrar algum indício quanto ao destino da bicicleta. Cruel, muito cruel.
O segundo filme, “Os incompreendidos”, de 1959, é o primeiro que veio ao mundo pelas mãos de François Truffaut. E não é pouco: se tornou um dos títulos indispensáveis do movimento conhecido como “nouvelle vague”. A película conta a história de Antoine Doinel – Jean-Pierre Léaud –, um pré-adolescente que leva a vida matando aula, cometendo pequenos furtos e mentindo para a família – esta, sempre ausente, por causa do trabalho. Por mais que os pais o aconselhem – e o castiguem – e os professores ofereçam punições humilhantes ao garoto, ele não consegue ver um futuro, ou até mesmo um caminho mais “digno” para sua vida. Daí em diante, ele terá que arcar com as conseqüências de seus atos... E com a dureza da sociedade.
A última película, mas não menos importante. “O sétimo selo” – 1956 – é um filme sueco, do diretor Ingmar Bergman, o ídolo supremo do nova-iorquino Woody Allen. Não é uma obra fácil. Num dos períodos mais sombrios da Idade Média, o cavaleiro interpretado por Max Von Sydon volta das cruzadas desiludido, sentindo falta de um sentido para a vida e questionando a todo o tempo a existência de Deus. Para piorar, é uma época em que uma peste vem devastando o povo, de cidade em cidade. Sabendo que sua morte é apenas uma questão de tempo, o cavaleiro, seu fiel escudeiro e uma pequena comitiva seguem sem destino pelo mundo, tendo como companheira... A morte. Sim, esse é o filme que apresenta a clássica sequência em que o homem – o cavaleiro – joga xadrez com o “senhor vestido de preto”. Inesquecível. Mesmo assim, a cena mais impactante é a de uma procissão sinistra, que mistura religiosos fanáticos e pessoas que se autoflagelam na esperança de que a peste não os alcance. Impactante.
Por Hugo Oliveira
All That You Can't Leave Behind
Muita gente alardeou por aí. “É uma volta às raízes”; outros, mais comedidos, sentenciaram. “É apenas um bom disco”. Mesmo assim, o falatório em relação a “All that you can’t leave behind”, décimo álbum de estúdio do grupo irlandês U2, lançado em 2000, não chegou a lugar nenhum. Por quê? É um CD irregular, mas com algumas canções que conseguiram jogar – novamente – uma luz sobre a carreira do conjunto, sempre marcada pela renovação... Fosse ela verdadeira ou falsa.
O quarteto vinha de um álbum que, erroneamente, foi divulgado como eletrônico, “Pop”, de 1997. Ok, continha lá os seus “blips e poins”, mas, acima de tudo, apresentava faixas normais, orgânicas, prontas para alegrar tanto casaizinhos apaixonados como roqueiros ecléticos.
Mas o papo aqui é outro. Uma música, aliada a um clipe estiloso, acabou empurrando o disco para os holofotes da mídia: “Beautiful Day”, canção que abre o álbum. Começando com uma mistura de cordas e guitarras que parecem teclados – ou vice-versa –, logo a voz de Bono Vox e a batera simples de Larry Mullen Jr. Entram em cena, organizando as “preliminares musicais” para que, em seguida, o guitarrista The Edge e o baixista Adam Clayton deitem o cabelo num refrão explosivo, de levantar estádios – Não me deixe mentir, Morumbi! Posso estar errado, mas acredito que a canção não vai sair nunca mais do repertório da banda. Saca um hit planetário? Por aí. E tem outra. Pensando em se casar? Escolhendo canções da Celine Dion ou do “grande” Kenny G para a cerimônia? Esqueça. Uma linda faixa para um lindo dia. É disso que você precisa. Vai pelo tio Hugo aqui...
“Stuck in a moment you can’t get out of”, segunda música do álbum, é uma quase balada com acentos gospel. Não se assuste: o gospel aqui não é aquele praticado por religiosos malucos que conversam com Deus como se ele fosse surdo. Estamos falando da “Igreja Bono Vox da Santa Autoajuda” – entenda como quiser. Como pastor, Bono tem uma qualidade perigosa. Consegue convencer você sobre o que ele está pregando/cantando. “I'm not afraid of anything in this world/There's nothing you can throw at me that I haven't already heard/I'm just trying to find a decent melody/A song that I can sing in my own company”, declara ele no começo da faixa, sabendo que as ovelhas irão acompanhá-lo fielmente.
Depois do momento fofo, duas canções prontinhas para os shows do quarteto. “Elevation” e “Walk on”. The Edge toca alto no refrão da primeira, que também serve para mostrar que o lado sexy da voz de Bono continua por aí, vivo e quicando. Barulheira sob medida para as boates mais ecléticas... E para todas as casas de strip-tease que tenham um DJ antenado com o que rola. Com “Walk on”, o lance é um pouco diferente. Bonita de cabo a rabo, a música é um exemplo do que o grupo pode fazer quando está muito inspirado: emocionar. Guitarras lindonas? Tem. Baixo e bateria preenchendo tudo com bom gosto? Yes, sir. Bono cantando pra cacete e presenteando os ouvintes com uma letra cheia de lirismo? Principalmente. “And love is not the easy thing/Is the only baggage that you can bring/Love is not the easy thing/The only baggage you can bring/ Is all that you can't leave behind". Vale mencionar que a banda fez um vídeo lindão da música, no Rio de Janeiro. Rapaziada “esshperta”, essa.
Confesso que “Kite”, próxima faixa do CD, não é das melhores, em relação ao instrumental do conjunto. Mas a letra é um achado, com uma bela mensagem sobre despedida. “I want you to know/That you don't need me anymore/I want you to know/You don't need anyone, anything at all/Who's to say where the wind will take you/Who's to say what it is will break you/I don't know which way the wind will blow/Who's to know when the time has come around/I don't wanna see you cry/I know that this is not goodbye”.
O disco termina com duas trincas de canções bem distintas. “In a little while”, “Wild Honey” e “Peace on earth” fazem parte do grupo das boas faixas. Na música que inicia a sequência, uma letra de amor casa direitinho com a batida da canção – bem diferente em relação aos padrões U2, aliás. Na que vem em seguida, outra declaração de amor, mas com uma pegada mais descontraída. Deve ser uma ótima canção para ouvir dirigindo, “on the road”. A última, “Peace on earth”, é uma música que soa muito, muito sincera. Bono e a banda abandonam aquele tom grandioso presente em grande parte de sua obra e partem para um papo intimista com o ouvinte. O vocalista parece realmente cansado de tanta tristeza, tanta dor, e pede que Jesus transmita aos homens da terra uma simples – mas importante – mensagem: paz na terra. É pretensioso pra caramba, principalmente se você, assim como eu, interpretar que a mensagem divina é passada à humanidade através de Bono. Mas, tudo bem. Já que ninguém mais quer mudar o mundo através do poder de uma simples canção, o vocalista assume essa tarefa. Desta vez, com sucesso. Com o tom que um assunto como esse merece. Esqueça a ironia destes tempos, reflita sobre a faixa e responda a si mesmo: vale a pena se transformar em um monstro para que o monstro não o destrua?
“When I look at the world” apresenta aquela mesma batida manjada que Larry Mullen Jr. cisma em repetir. Por falar nisso, essas poucas audições que eu tive, em relação ao grupo, serviram para sacar que a força do quarteto está mesmo na guitarra de The Edge e na voz e letras de Bono. Larry e Adam Clayton, o baixista, ajudaram a criar o “som U2”, não há dúvidas. Mas na prática, são apenas ótimos coadjuvantes. Tudo bem que, em muitas situações, é melhor não tocar nenhuma nota do que tocar todas. Mas ficar sempre apagado também não é nada legal. Pode ser apenas um achismo bobo de minha parte. Mas que parece, ah, isso parece. “New York”, penúltima do álbum, começa como uma verdadeira homenagem ao “bardo maldito” de Nova Iorque – tem clichê maior do que este? –, Lou Reed, que já foi o homem de frente da banda Velvet Underground. Bono emula “tia Lou” na primeira parte da canção, de forma perfeita. Depois, a canção vai crescendo, até desaguar num refrão agitado. Mesmo assim, nada demais. Por último, temos “Grace”, faixa lentinha que propõe aos ouvintes uma dissertação poética sobre a palavra graça – seus significados, seu poder etc. Uma música com vibrações positivas, mas uma péssima escolha para fechar um CD.
“All that can’t leave behind” é um disco de boas intenções. Mas é aquilo: disso, o inferno está cheio.
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| Rapaziada, é o seguinte: nossa próxima parada é o Brasil! |
Por Hugo Oliveira
sábado, 26 de março de 2011
Resenha - Collapse Into Now, R.E.M.
Quem acompanha meus textos aqui deve ter estranhado que depois de tanto alarde com cada detalhe do lançamento de Collapse Into Now, novo álbum do R.E.M., ele tenha sido lançado e nada de eu comentá-lo. É que com o R.E.M. é diferente. Nunca baixo os discos quando disponibilizados, espero sempre chegar o ‘disco físico’ para então ouvir. É uma espécie de tradição que procuro manter com algumas bandas, o que faz aumentar o prazer e a expectativa por um novo disco.
E dessa vez esta ansiedade foi ainda maior. Ouvir Mike Mills afirmar ser o melhor trabalho desde Out Of Time, imprensa e fãs em elogios quase unânimes, foi impossível não criar grandes expectativas. E felizmente recompensada, na verdade até superada.
O álbum parece equilibrar a volta às guitarras de Accelerate, a sutileza dos discos dos anos 90 e a urgência do período I.R.S. E apesar de ser uma besteira essas comparações e eu amar intensamente o Up, as primeiras audições me fazem ter vontade de afirmar ser o melhor álbum da banda desde o New Adventures in Hi-Fi, de 1996.
As pessoas sempre procuram semelhanças dos lançamentos deles com o clássico Automatic for the people, mas acho que se este disco é irmão de algum outro é do New Adventures... mesmo. Ainda é prematuro comentar faixa a faixa, mas algumas se destacam de cara. ‘Überlin’ é da linhagem dos grandes hits pop da banda; ‘All the best’ e ‘Mine smell like honey’ têm guitarras sensacionais; ‘Walk it back’ e ‘Me, Marlon Brando, Marlon Brando and I’ são típicas baladas R.E.M., melancólicas e emocionantes; ‘Oh My Heart’ é a minha preferida até agora e ‘Blue’, canção de encerramento do álbum, é quase uma mistura de ‘Country Feedback’ e ‘E-Bow the Letter’, inclusive pela participação da Patti Smith.
Algo interessante a ser observado é a mudança das letras de Michael Stipe, que vêm cada vez mais se afastando do mistério e obscurantismo do início da banda para letras mais diretas e reflexivas. Há quem veja como um defeito, não é o meu caso.
Collapse Into Now é o 15º álbum de estúdio de uma banda que está em sua quarta década de existência, e dá um orgulho danado vê-los lançando discos ainda relevantes e com essa qualidade. Um orgulho parecido com o de um pai que vê um filho crescendo e enfrentando a vida, ou melhor, o orgulho de um filho ao olhar para o pai envelhecendo, com rugas no rosto, sinais da idade, mas levando a vida com beleza e com a palavra certa, no momento certo, na hora em que você mais precisa.
Por Ricardo Pereira
sexta-feira, 25 de março de 2011
Meu caminho
Ando meio sumido esta semana, tô sem saco, sem inspiração para escrever. Mas não porque esteja mal, ao contrário, as coisas parecem começar a clarear por aqui. Muito por eu estar conseguindo cumprir metas estabelecidas por mim mesmo, esta foi provavelmente a melhor semana desde o fim das férias. Se eu fosse um disco do Bob Dylan, até o fim-de-semana passado eu seria o Blood on the tracks, agora sou o Nashville Skyline, mais leve, ‘pra cima’, sem tanta pretensão. Queria na verdade ser o Basement Tapes, mas pra isso tenho que encontrar The Band...
Aliás, 2011 tem tudo para se configurar para mim o Ano D: Dostoievski/Dylan. Ando ouvindo e me encantando com a discografia do sujeito de uma forma parecida com quando conheci de verdade os Beatles na minha adolescência. E a releitura de Os Irmãos Karamazov dez anos depois da primeira é apenas o aperitivo para minha grande empreitada literária do ano: ler a monumental biografia do Dostoievski escrita por Joseph Frank, os dois primeiros volumes (de cinco) já estão aqui!
Hoje finalmente chegou o novo REM. Devo ouvir mais umas duas ou três vezes antes de escrever sobre ele, mas já adianto que, em um primeiro trimestre de excelentes lançamentos (Radiohead, James Blake, Decemberists, Lykke Li...), o REM já dispara na frente ao posto de disco do ano!
Bom fim-de-semana para vocês.
Por Ricardo Pereira
Aliás, 2011 tem tudo para se configurar para mim o Ano D: Dostoievski/Dylan. Ando ouvindo e me encantando com a discografia do sujeito de uma forma parecida com quando conheci de verdade os Beatles na minha adolescência. E a releitura de Os Irmãos Karamazov dez anos depois da primeira é apenas o aperitivo para minha grande empreitada literária do ano: ler a monumental biografia do Dostoievski escrita por Joseph Frank, os dois primeiros volumes (de cinco) já estão aqui!
Hoje finalmente chegou o novo REM. Devo ouvir mais umas duas ou três vezes antes de escrever sobre ele, mas já adianto que, em um primeiro trimestre de excelentes lançamentos (Radiohead, James Blake, Decemberists, Lykke Li...), o REM já dispara na frente ao posto de disco do ano!
Bom fim-de-semana para vocês.
Por Ricardo Pereira
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